segunda-feira, 21 de maio de 2018

Um pequeno vídeo resumido sobre minhas ações e trabalhos em Comunidades Indígenas em Campo Grande - MS

21/05/2018                          15:40




Por; Sander Barbosa Pereira







Este pequeno vídeo reflete alguns momentos de lutas em prol das comunidades Indígena em contexto urbano de Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul.

Podemos ver nas imagens, locais como comunidade Indígena da Vila Bordon, Comunidade Indígena Vila Romana, Comunidade Indígena Santa Mônica e Comunidade Indígena Água Bonita.

Assim também  um trabalho de conclusão de pós graduação feita em comunidades Indígenas com um tema especifico sobre educação escolar  Indígenas.

Outras comunidades também podem ser lembradas como, Indubrasil, Inápolis, Darcy Ribeiro.

Por sinal ainda há muitas lutas pela frente pois além da habitação ser elencada sempre como prioridade, regularização fundiária é uma das minhas bandeiras de lutas.

Lembro que educação é extremamente fundamental para a manutenção da língua materna, assim como construções de escolas bilíngues nas comunidades, após isso Saúde, cultura, esporte, cursos profissionalizantes, agricultura entre outros.

Assembleia Legislativa decreta e Governo sanciona lei que regulariza a situação Fundiária da Comunidade Indígena Água Bonita em definitivo



17/05/2018                                          16:17



Por; Sander Barbosa Pereira




Diário Ofical Nº  9.387 10 de Abril 2017 página 2

Lei Estadual Nº 4.992 de 07 de Abril de 2017

http://www.spdo.ms.gov.br/diariodoe






sexta-feira, 11 de maio de 2018

Mais um passo: Comunidade Indígena e CEF celebram assinatura de contratos


04/05/2018                                          17:00




Por; Sanders Barbosa





Em mais um passo para a realização do sonho da casa própria, na tarde desta sexta - feira dia 04 de Maio, funcionários da CEF - Caixa Econômica Federal, juntamente com funcionários da Agehab celebraram as assinaturas de contratos com a comunidade Indígena Água Bonita.




Esse momento marca a vida de muitas famílias na realização de um sonho de ter uma moradia, assim ter uma grande qualidade de vida.



São mais de três anos aguardando este momento tão almejado, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelas famílias até este momento, as barreiras foram superadas com muita perseverança, fé e acima de tudo com um grande otimismo.





* OBS: todos os trabalhos de postagens, fotos e edição de matérias do blog são feitas de maneira voluntária e gratuita.
O autor não recebe nenhuma ajuda de custo ou recursos financeiros

35 anos após Juruna, indígenas seguem sem representação política no Brasil


29/04/2018             16:00



MAÍRA STREIT (AGÊNCIA PÚBLICA)

Segundo TSE, candidatos indígenas correspondem a apenas 0,34% do total.
Preconceito da sociedade e falta de apoio financeiro estão entre os motivos da baixa participação




ARQUIVO FUNDAÇÃO LEONEL BRIZOLA












35 anos após Juruna, indígenas seguem sem representação política no Brasil Incêndios, pistolas e sangue: violência no campo brasileiro cresce e ameaça comunidades tradicionais
35 anos após Juruna, indígenas seguem sem representação política no Brasil Os indígenas que escaparam do extermínio.

Em 19 de abril de 1983, o cacique xavante Mário Juruna subiu ao plenário da Câmara Federal para um discurso histórico em homenagem ao Dia do Índio. “Eu não vim aqui fuxicar com ninguém, eu vim aqui para trabalhar, para defender o povo, eu vim aqui para lutar. Eu quero que gente comece a respeitar nome de Juruna.

Eu quero que gente trate índio brasileiro o mais possível dentro do melhor. Cada um de nós tem consciência e cada um de nós tem capacidade. Ninguém tem menos capacidade.”


Combativo e questionador, ele se tornou o primeiro e único parlamentar indígena do país, eleito com 31 mil votos pelo PDT do Rio de Janeiro, com o apoio de figuras emblemáticas do partido, como Darcy Ribeiro e Leonel Brizola. Foi deputado até 1987, período marcado por embates acalorados e ataques sofridos pela mídia e outros políticos, na tentativa de desmoralizá-lo.

Sua marca registrada foi um gravador portátil, que levava a tiracolo para registrar todas as conversas com autoridades, sob o argumento de que a palavra do “homem branco” não tinha valor. “Faz muita promessa e depois esquece tudo”, disse em entrevista ao jornal O Pasquim.

Quase perdeu o mandato ao bater de frente com o governo militar. “Todo ministro é a mesma panelinha, é a mesma cabeça. Não tem ministro nenhum que presta. Para mim todo ministro é corrupto, ladrão, sem-vergonha e mau-caráter. Não vou dizer que todo ministro é bom, legal e justo. Vou dizer que todo ministro é do mesmo saco que aproveita o suor do povo trabalhador”, bradou no Congresso Nacional, provocando a ira do presidente João Figueiredo, que pediu sua cassação. O deputado acabou recebendo apenas uma censura na Casa.

Outra polêmica em que se envolveu foi ao denunciar o empresário Calim Eid, que teria oferecido 370 milhões de cruzeiros para que votasse em Paulo Maluf, opção dos militares às eleições indiretas para presidente da República. Juruna devolveu o dinheiro, relatou o ocorrido em uma coletiva de imprensa e acabou votando em Tancredo Neves, candidato da oposição.

Antes de se despedir do cargo, ele criou a Comissão Permanente do Índio e viu aflorar uma intensa mobilização dos indígenas e seus aliados durante a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), que atuou na elaboração da Carta Magna promulgada em 1988. 

A nova Constituição simbolizava a transição democrática do país após mais de duas décadas de ditadura, especialmente cruéis para os indígenas, como registrou o relatório da Comissão da Verdade, publicado em 2014. Pelo menos 8.350 indígenas foram mortos entre 1964 e 1985 em massacres, expulsões de terra, remoções forçadas, contágio por doenças e vítimas de torturas e maus-tratos em campos de concentração criados pelos militares.

Na tribuna da Constituinte

A intensa participação indígena no período da Constituinte revelou ao país uma realidade quase desconhecida pelos brasileiros. Centenas de indígenas foram a Brasília e ocuparam gabinetes de parlamentares e o plenário do Congresso. 

O discurso de Ailton Krenak — então uma jovem liderança — em setembro de 1987 na tribuna ressoa ainda hoje. Vestindo um impecável terno branco, ele tingia o rosto de preto à medida que ensinava ao país: 

“O homem indígena tem um jeito de pensar, tem um jeito de viver, tem condições fundamentais para sua existência e para a manifestação de sua tradição, da sua vida, da sua cultura que não colocam em risco — e nunca colocaram — sequer a vida dos animais que vivem ao redor das áreas indígenas quanto mais de outros seres humanos”, dizia, provocando entre os brancos um “incômodo civilizatório”, como definiu o deputado constituinte José Carlos Saboia (PMDB-MA) em entrevista ao Instituto Socioambiental (ISA)




O discurso contundente de Krenak pela aprovação da Emenda Popular da União das Nações Indígenas, apoiado por uma mobilização indígena sem precedentes, foi decisivo para assegurar uma identidade cultural própria quanto à organização social, às línguas, à religião e às tradições e estabelecer o direito inalienável sobre seu território — e o Estado como responsável pela demarcação das terras — nos artigos 231 e 232 da Constituição.

A partir daí, criaram-se as condições para que os indígenas retomassem suas terras, preservando suas culturas e a vida de seus descendentes. A população — que era de cerca de 140 mil indígenas à época da Constituição — hoje ultrapassa 800 mil indígenas, segundo os números do IBGE. As articulações políticas também se intensificaram e hoje eles contam com entidades fortes, como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), presidida por Sônia Guajajara, pré-candidata pelo PSOL à vice-presidência do Brasil nas próximas eleições. Mas continuam sem representantes no Congresso.

Juruna não conseguiu se eleger novamente e morreu em 2002, aos 58 anos, em um casebre no Guará, cidade próxima a Brasília, depois de um longo tempo com dificuldades financeiras e problemas de saúde que o condenaram a passar os últimos anos em uma cadeira de rodas. Foi velado no salão da Câmara e enterrado na aldeia Barreirinho, na Reserva Xavante São Marcos, hoje Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças (MT)

O neto de Juruna

Embora não tenha tido muita convivência com o avô famoso, Rafael Weree conhece bem essa história. Ele nasceu no ano em que Juruna foi eleito e, hoje, aos 35 anos, atua como presidente nacional do movimento indígena do PDT. Começou a militância política durante o curso de antropologia, na Universidade de Brasília (UnB), e não demorou para perceber que essa seria uma possibilidade de levar adiante a luta pelos direitos dos povos tradicionais, defendidos pela família.


“Fui com a cara e a coragem, pois a causa era maior do que qualquer coisa”, diz Rafael Weree. ARQUIVO FUNDAÇÃO LEONEL BRIZOLA


Disputou uma vaga a deputado distrital em 2014, então pelo PCdoB, mas os percalços para se lançar na vida pública não foram poucos. “Quando participei da eleição, não tive apoio nenhum como candidato. Fui com a cara e a coragem, pois a causa era maior do que qualquer coisa. Na minha opinião, a verdadeira democracia está na participação das minorias. Sendo assim, considero que a atual legislatura não representa as populações mais vulneráveis”, afirma.

De fato, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou pela primeira vez o mapeamento dos candidatos usando o critério “cor ou raça”, há quatro anos, a porcentagem de representantes indígenas ficou em último lugar, com 0,32%. Os autodenominados amarelos correspondiam a 0,46%, e os negros foram responsáveis por 9,24%.

Em 2016, o resultado não foi muito diferente. Das 475.351 pessoas que concorreram no pleito municipal, somente 0,34% eram indígenas, etnia com o menor número de participantes. Foram cerca de 1.600. Desse total, 28 competiam pelo posto de prefeito; 57, pelo de vice-prefeito e 1.519, pelo de vereador. Entre os que se identificaram como indígenas, a maioria era do sexo masculino. Foram 72,38% do grupo, enquanto as mulheres ficaram com 27,62% das candidaturas.

O escritor e ambientalista Kaká Werá também apostou na carreira política. De origem indígena, ele foi criado na periferia de São Paulo e desde a juventude acompanhou o processo de demarcação territorial dos guaranis no distrito de Parelheiros e o empoderamento da comunidade local. Tentou uma vaga ao Senado pelo PV paulista, ficando em quinto lugar na votação que culminou na vitória de José Serra (PSDB).

Racismo

A publicação “Perfil dos Candidatos às Eleições 2014: sub-representação de negros, indígenas e mulheres: desafio à democracia”, lançada pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), constatou que o racismo da sociedade brasileira está entre as principais razões para a desigualdade no acesso a cargos eletivos. A falta de apoio financeiro e tempo de exposição na mídia também está entre os motivos para a sub-representação dos indígenas e outras minorias no Congresso. De acordo com o estudo, esses desvios só serão superados com uma profunda reforma no sistema político.

“É preciso que os brasileiros e as brasileiras se vejam nos espaços de poder, que grupos socialmente excluídos possam participar dos processos decisórios, elaborando leis e tomando decisões em prol da sociedade. Isso também contribui para a superação de fenômenos como racismo e sexismo institucionais, rompendo com estruturas de poder tradicionais, herdadas do colonialismo”, enfatiza o texto.

Ainda que conseguissem se eleger, os representantes indígenas dificilmente conseguiriam hoje emplacar suas pautas diante do rolo compressor dos ruralistas como mostraram as reportagens da Pública desta semana.

Cotas

Como observa Oiara Bonilla, professora no Departamento de Antropologia do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF), é “justamente no âmbito do Legislativo que estão sendo travadas as disputas mais implacáveis contra seus direitos, adquiridos com a Constituição de 1988 e ao longo de séculos de luta.

Para a professora da UFF, porém, a eleição de parlamentares indígenas ajudaria a frear os avanços do lobby ruralista. Ela cita como alternativa a Proposta de Emenda à Constituição 320/2013, de autoria do deputado Nilmário Miranda (PT-MG), que sugere a criação de quatro vagas especiais para deputados federais que seriam ocupadas por indígenas.

Em alguns países da América Latina, como Colômbia e Venezuela, a reserva de cadeiras no Legislativo para esse segmento da população já é uma realidade.

 

Ela vê com bons olhos a candidatura de Sônia Guajajara na chapa do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. 

Segundo a professora da UFF, a presença da psolista nos debates pode até não mudar a situação dos indígenas de forma direta, mas deve pautar assuntos relevantes e normalmente esquecidos pela política tradicional.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Comissão debate a regularização da água potável para a Aldeia Água Bonita


08/05/2018                 16:43

Relembrando

3 de julho de 2017 

Tereré News 

Comissão discute a alternativa proposta pela Águas Guariroba para fornecer água para a Aldeia Água Bonita


SANDER BARBOSA - COMUNIDADE INDÍGENA ÁGUA BONITA





A Comissão de Desenvolvimento Agrário, Assustos Indígenas e Quilombolas, realizou nesta tarde (3/7), uma reunião para discutir a regularização do fornecimento de água para a Aldeia Água Bonita. Foi discutido o modelo de cobrança que a concessionária Águas Guariroba pretende por em prática na aldeia, que fica próxima ao bairro Tarsila do Amaral, na região norte de Campo Grande. A proposição do evento é do deputado João Grandão (PT), membro do grupo de trabalho,

João Grandão explicou os encaminhamentos da discussão entre os participantes do encontro. “Foi uma reunião extremamente esclarecedora por parte da Águas Guariroba. Deliberamos que na quarta-feira, às 19h, estaremos lá na aldeia para que a comunidade possa definir junto conosco, pois a decisão é de toda comunidade indígena. 

Faremos um convite para que o máximo de pessoas esteja nessa reunião, a fim de que seja resolvida finalmente uma questão que vem se arrastando há tanto tempo e também teve a sensibilidade por parte do Governo do Estado. 
Estamos muito próximos de resolver um problema que vai promover saúde e garantir cidadania à comunidade indígena com a distribuição de água tratada para que as pessoas usem a água com segurança”, esclareceu.

O coordenador de projetos sociais da Água Guariroba, William Carvalho, enumerou os pontos da proposta da concessionária aos indígenas. “A comunidade usa hoje água clandestina, sem a rede apropriada, utilizando mangueiras que tem intervenção de terras e contaminação. 

A nossa proposta é assumir um poço que está desativado e fazer uma extensão de rede para que a água chegue adequadamente a cada residência, nas duas aldeias, tanto na principal, quanto no assentamento um pouco abaixo, fazendo toda a rede de água com cavaletes, por uma tarifa de R$18 reais para um consumo até 20 mil litros por cada residência”

Sander Barbosa, representante da Aldeia Água Bonita II (assentamento) relatou a satisfação que os moradores terão com o fornecimento de água tratada. “É uma proposta muito boa, viável, que atende a demanda da comunidade, tendo em vista que grande parte está numa condição precária, estão desempregados. 

Essa proposta agrega e traz alegria para a sociedade indígena em Campo Grande. No assentamento temos 138 famílias, mais 60 famílias no Água Bonita I, serão então 198 pessoas atendidas, e hoje ainda vivemos numa situação complicada, mangueiras furadas, o que as vezes ocasiona falta de água, e muitas famílias tem crianças recém-nascidas e menores até cinco anos, que precisam mais de água que os adultos”, ressaltou o indígena. O morador da Aldeia Água Bonita I, Elcio Terena, comentou sobre a situação das famílias que lá vivem. “Estamos há 16 anos na Aldeia Água Bonita, e por ser uma área colada ao perímetro de Campo Grande, há muitos problemas sociais. 

A gente tem agora essa garantia, a parceria que a Águas estará fazendo para nós que nos traz bastante felicidade pois vai atender uma demanda nossa. A água é uma necessidade de todos e a gente fica bastante feliz. Excelentíssima a proposta da Águas Guariroba, não vai pesar tanto para a comunidade, que as vezes não tem nem um emprego fixo, essa taxa social a gente pode assumir”, registrou Elcio.

Além da presença das lideranças indígenas da Aldeia Água Bonita I e II, estavam também o técnico administrativo Marcel Nakasato Okumoto, representado o Ministério Público da União (MPU), a indigenista da Fundação Nacional do Índio (Funai), Rebecca Dayanna Amarilha Albino, Sinara Minetto, do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS), a defensora pública Jane Inês Dietrich e a presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Mato Grosso do Sul (Consea/MS), Vânia Almeida.

Também participam da Comissão de Desenvolvimento Agrário, Assuntos Indígenas e Quilombolas os deputados Eduardo Rocha (PMDB), presidente, Mara Caseiro (PSDB), vice-presidente, Grazielle Machado (PR) e Renato Câmara (PMDB). 


Por: Christiane Mesquita Foto: Wagner Guimarães

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Criação de grupo de whatsapp agiliza processo de construções e reformas de moradias na comunidade Indígena Água Bonita

07/05/2018                                                  13:10



Por; Sanders Barbosa

 Com o objetivo de aproximar mais as pessoas de uma comunidade e agilizar tornando mais rápida as informações em tempo real e com um custo bem reduzido, pensando nesta ferramenta de compartilhamento de informações, foi criado o grupo de whatsapp da comunidade Indígena da Água Bonita com a temática reforma e posteriormente também nominada de construção e parte do módulo 03, 3ª etapa. 


Neuza Francisco - AGEHAB-MS


Sendo que ainda há outros módulos criados como os numeros 01,02 com seus respectivos coordenadores.

Com fins para interagir com os componentes deste grupo juntamente com os funcionários da Agehab/MS.

Com esta ferramenta é possível enviar os documentos de forma simples ou digitalizados, ganhando – se tempo e custos com deslocamentos de longas distâncias e agendamento de reuniões com pautas definidas de acordo com a situação do andamento sobre temas como reformas e construções e assinaturas de documentos.

Wilson Garcia - AGEHAB-MS



Para o administrador do grupo de Whatsapp Sander Barbosa “ essa ferramenta aproxima cada vez mais a comunidade e fortalece ainda mais os trabalhos assim também, como a união entre os moradores da comunidade ”.



Com esta agilidade foi possível reunir os integrantes e escolher a comissão de abertura das contas junto a caixa econômica Federal - CEF no dia 26 de Abril/2018.

Patricia, Daniely e Elivelson


Tendo como titulares, Sander, Genivaldo, Patricia e Elivelson que lá estiveram e cumpriram os deveres junto ao Banco, assinando os documentos necessários.

Sander Barbosa e Genivaldo sendo sabatinados e escolhidos




Sander e Genivaldo em momento de agradecimentos pela escolha para compor a comissão de abertura das contas junto a Caixa Econômica Federal CEF.

Nossos Sinceros agradecimentos a todos (as) que estão contribuindo com a disponibilidade de seus tempos, apesar de todas as dificuldades.

sábado, 28 de abril de 2018

Indígenas articulam eleger bancada para fazer frente a ruralistas

28/04/2018                         09:22



AFONSO BENITES
Brasília - DF


Meta é ter um representante por Estado no Congresso para defender terras ameaçadas por pressão de fazendeiros e empresários, denunciar assassinatos e desmonte da Funai


Índios durante protesto em Brasília nesta quinta-feira. ERALDO PERES AP



























A bancada ruralista no Congresso cresceu desde 2014, e ganhou fôlego com a entrada do Governo Michel Temer, que passou a usar as terras indígenas como instrumento de barganha para manter o apoio desses parlamentares.

Para reagir a esse quadro, representantes de cerca de cem povos indígenas brasileiros se comprometeram nesta quinta-feira a apoiar candidaturas de índios e índias para o parlamento e para a vice-presidência da República. De simples espectadores da política, eles agora querem se tornar protagonistas. 

A meta é ousada: eleger ao menos um índio por Estado que lançar candidatura. Um levantamento prévio feito pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), constatou que há ao menos 36 pré-candidatos aos cargos de deputado estadual, deputado federal e senador que se declaram índios de diversas etnias e buscam o apoio de seus “parentes”, como eles se chamam. 

Hoje há mais de 800.000 indígenas no país, uma força importante que quer ver-se melhor representada no Congresso para defender sua cultura e suas terras, constantemente ameaçadas pela invasão do homem branco, e para denunciar os assassinatos

Entre os pretensos ocupantes das cadeiras de autoridades, estão correligionários dos extremos do espectro político. Tem desde Sônia Guajajara, candidata a vice-presidente de Guilherme Boulos, do esquerdista PSOL, até militantes do PSL, o partido do deputado de extrema direita Jair Bolsonaro. 

No evento, também se apresentaram como candidatos índios políticos vinculados ao PP, REDE, PV e PCdoB. “Não estamos preocupados com os partidos. Nossa causa é a causa indígena, diz o advogado Dinamã Tuxá, um dos coordenadores nacionais da APIB. “Fomos colonizados há 518 anos. 

Cabe a nós nos descolonizarmos, mas, para isso, temos de eleger os nossos parlamentares”, completou Dinamã, natural do povoado Tuxá, da Bahia.

Desde Mario Juruna, que ocupou uma vaga de deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro entre 1983 e 1987, nenhum outro indígena esteve no parlamento brasileiro. Há dezenas deles em Câmara Municipais e nenhum em Assembleias Legislativas. 

“No Congresso Nacional temos apenas simpatizantes. Militantes em movimentos sociais que nos ajudam, mas não pensam como pensamos. Não conhecem nossas necessidades de fato”, afirmou Marivelton Barroso, presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro. 

Do povo Baré, Barroso representa um grupo de 40.000 índios, de 23 povos que vivem no noroeste do Amazonas. Os anúncios das pré-candidaturas juntamente com os pedidos de apoios foram feitos como um dos atos de encerramento do Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília. 

O acampamento na capital ocorre anualmente e está em sua 15ª edição. Desta vez aconteceu entre os dias 23 e 26 de abril e reuniu milhares de indígenas na capital do país.

Desmonte da Funai

 Pelo segundo ano seguido, o ato testemunhou o governo federal demitindo o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), o órgão responsável pela política indigenista, durante os dias do encontro. 

Nas duas ocasiões, a razão para a queda do chefe da Funai foi o mesmo: queixas da bancada ruralista que não se sentiam seguras com o comando da fundação. Os parlamentares temiam que houvesse um avanço das demarcações de terra pelo país e, consecutivamente, houvesse uma redução das áreas dos grandes latifundiários.

O general Franklimberg Freitas, que ocupava a presidência da Funai, pediu demissão alegando pressão dos ruralistas. Agora, o cargo passa a ser ocupado por Wallace Moreira Bastos, um empresário e pregoeiro sem nenhuma experiência com a questão indígena. 

“O desmonte da Funai é feito pelo Congresso Nacional com a anuência do presidente. Eles colocam políticos em cargos técnicos para evitar que nos atendam”, afirmou Dinamã Tuxá. No documento firmado ao fim do encontro, os representantes dos povos indígenas foram explícitos na crítica ao novo presidente do órgão. 

“Não aceitamos o loteamento político da FUNAI, especialmente para atender interesses da bancada ruralista e demais setores anti-indígenas, como as últimas nomeações de presidentes, incluindo a do Sr. Wallace Moreira Bastos, cujo currículo denota completa ignorância das questões indígenas”.

Índios pintam o chão para simbolizar o genocídio indígena no Brasil. ERALDO PERES AP





Além de protestar pelas trocas no comando da Funai, os participantes do ATL fizeram ao menos duas manifestações pelas ruas de Brasília. 

Na quarta-feira, estiveram em frente à Advocacia Geral da União para reclamar do parecer 001/2017 que criou regras para dificultar demarcações de terras indígenas. Esse documento estabeleceu que só poderão ser demarcadas áreas ocupadas pelos índios até a data da promulgação da Constituição Federal de 1988. 

Já na quinta-feira, estiveram em frente ao Palácio do Planalto e ao Ministério da Justiça para protestar contra o genocídio em terras indígenas. Os protestos reuniram entre 1.500 e 2.000 pessoas de acordo com a Polícia Militar.

Para tentar amenizar as críticas a sua falta de atenção para com os índios, o presidente Michel Temer (MDB) anunciou nesta quinta-feira que homologou a demarcação administrativa da terra indígena Baía do Guató, no Mato Grosso. 

Uma área de 20.000 hectares na cidade de Barão de Melgaço deixa de ser de fazendeiros e passa a ser dos índios. Apesar de tentar parecer que era um ato de boa vontade com os Guató, Temer só o fez por conta de uma decisão judicial. 

É a primeira homologação de seus dois anos de governo. Enquanto as demarcações estão empacadas, há 400 áreas reivindicadas por indígenas que aguardam o andamento dos trâmites na Funai.

Cacique Raoni

O coro pelas candidaturas indígenas foi reforçado pelo famoso cacique Raoni Metuktire, da etnia caiapó. Em sua língua nativa, ele fez um discurso para os 3.500 participantes do ATL conclamando os índios a não brigarem entre si e, ao invés de votarem nos brancos, apoiarem seus pares. 

“Essa união tem de ser mantida”, afirmou o cacique, segundo o apresentador do evento que traduziu o discurso de Raoni do caiapó para o português.

Fonte: EL PAIS - BRASIL

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Dia do Índio nasceu de Congresso Indigenista de 1940











Dia do Índio nasceu de Congresso Indigenista de 1940






SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A data de 19 de abril foi escolhida como Dia do Índio no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado na cidade de Patzcuaro, no México, em 1940. Foi nesse dia que os representantes dos povos indígenas começaram a participar efetivamente do encontro.

De acordo com a recomendação aprovada na época, a data é dedicada aos estudos das questões indígenas nas instituições de ensino. 

No Brasil, o Dia do Índio foi instituído por meio de um decreto-lei de Getúlio Vargas de 1943.

O encontro no México foi de 14 a 24 de abril, com representantes de quase todos os países da América. Apenas Paraguai e Haiti não enviaram delegação.   O Brasil foi representado por Roquette Pinto, na época membro do Conselho Nacional do Serviço de Proteção ao Índio. 

Apesar de o Congresso ser voltado a temas indígenas, somente quatro países contavam oficialmente com índios em suas delegações: Estados Unidos, México, Panamá e Chile. Daí o receio inicial que tinham de participar da assembleia.

Estima-se que, antes do Descobrimento do Brasil, havia cerca 8 milhões de habitantes na região da Amazônia. Atualmente, quase 900 mil pessoas declaram-se indígenas em um total de 305 etnias, de acordo com o IBGE. As línguas indígenas faladas chegam a 274, segundo o instituto.

As 480 terras indígenas reconhecidas pelo Estado ocupam mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, 12,5% do território nacional, sendo 98% de sua área na Amazônia Legal.

De acordo com a Constituição, "são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens".



19/04/2018                             18:06



Folhapress19 de abril de 2018




terça-feira, 27 de março de 2018

Rapper Kunumi canta pelos direitos indígenas: 'Vivo uma guerra diária'



27/03/2018                         16:30


MC de 17 anos que faz versos de protesto em português e tupi e tem ganhado fama no YouTube. Ele cuida da carreira sem abandonar os costumes da tribo



  • Daniel Vaughan, do R7



Kunumi MC usa o rap como forma de protesto indígena

Edu Garcia/R7
Kunumi MC canta rap para reivindicar direitos indígenas. Prestes a lançar seu segundo disco em 19 de abril, data escolhida justamente por ser quando é comemorado o Dia do Índio, o jovem de 17 anos canta versos de protesto, tanto em português como na língua nativa.
Apesar de ainda não ser conhecido pelo grande público, Kunumi já conquistou até o experiente Criolo, que gravou um dueto com ele.



Werá Jeguaka Mirim, nome verdadeiro do cantor, é de origem guarani. Ele nasceu e vive até hoje na aldeia Krukutu, com cerca de 350 moradores, na região de Parelheiros, extremo sul da capital paulista.
Para conversar pessoalmente com o rapper no ambiente em que vive, a equipe do R7 seguiu por 45 quilômetros em quase três horas, a partir da Barra Funda, na região oeste, entre caminhos de asfalto, terra e mata atlântica.

O terreno onde está a aldeira, com 25 hequitares, fica perto de uma barragem na represa Billings.
Kunumi nos recebeu no quintal da sua área, onde a família se divide em cinco casas simples de pau a pique, montadas com madeira cortada no mato local sobre um chão de terra batida.

Da timidez à atitude 

Ele chega simpático, de jeito tímido e fala mansa. O jovem veste uma camiseta amarela surrada, calça de moletom e chinelos. Nem parece o cantor dos clipes divulgados no canal no YouTube.

Mas, na hora de gravar nosso vídeo, o garoto vira MC: ajusta o cocar na cabeça e caminha descalço pela mata, empunhando arco e flecha. O olhar inocente também muda. Agora, ele faz todo o gestual de rapper, cruzando os braços e encarando firme a câmera.

Kunumi posa orgulhoso com a família em casa, na aldeia Krukutu

Edu Garcia/R7
Kunumi não é o único que curte o ritmo norte-americano por ali. O irmão, Tupã, de 18 anos, observa tudo atentamente. Ele exibe um piercing azul moderno no nariz e fuma um cachimbo todo estilizado. Orgulhoso, ele conta que está fazendo um curso de DJ.

Já a mulher de Kunumi, Kamila Mirim, de 20 anos, se aproxima aos poucos, segurando carinhosamente no colo o filho de 1 ano do casal. O cantor explica que se casou aos 14 anos.
"Ao contrário de vocês [homens brancos], a gente começa certas tradições bem cedo", diz. "Mas somos seres humanos e devemos respeitar as culturas e religiões de cada um."

Espaços sagrados

 

Kunumi informa que a entrevista será feita em seu jardim, pois, fora dali, existem lugares sagrados na aldeira para os indígenas que não poderiam ser filmados ou fotografados.

Em um canto mais reservado da tribo, existe uma casa chamada Opy, onde eles cantam e dançam para o deus Nhamderu. Os moradores também recebem conselhos e tratamentos do curandeiro no local.
Mas o contato com os não-indígenas também faz parte do dia a dia. Em casa, além do guarani, a população aprende o português logo cedo. Para estudar, os moradores dependem de um ônibus escolar para levá-los para o colégio estadual mais próximo. Eles completam o ensino médio em aulas na aldeia vizinha.

Porém, quem não tem um meio de transporte próprio, faz idas e vindas para o centro comercial na base de caronas ou descendo quilômetros a pé.



Nas horas de folga, o pessoal costuma pescar e nadar na represa.
Sentamos em duas cadeiras ao ar livre, entre pássaros cantando e o pequeno sobrinho de Kunumi, de rosto pintado de forma tribal, brincando na rede.

Primeiro, o jovem faz questão de registrar que descobriu o amor pela escrita através do pai, Olívio Jekupe, de 52 anos.

O escritor tem 17 livros publicados e, não só apoia o filho, como cuida da carreira do pupilo.
"A poesia do meu pai foi importante na minha vida. Eu li os textos dele, que falam de direitos indígenas, daí gostei tanto daquilo que comecei a compor canções com o mesmo tema", diz Kunumi.

"Acabei notando que minhas rimas eram idênticas ao rap, que traz uma forma quase falada de cantar. E pensei que esse estilo poderia me ajudar a levar nossa mensagem ao mundo todo."
"Muitas pessoas nos criticam sem saber o que estamos passando ou como são nossas tradições"
Foi assim que surgiram dois livros e músicas como Nunca Desistir, Justiça e Tentando Demarcar.
"Os contos são dedicados ao meu povo e aos não-indígenas. De um lado, procuro resgatar algo para aqueles que estão esquecendo sua essência, pois isso é muito triste.

E tem a denúncia, onde levo uma mensagem para todos, informando a verdade sobre a vida na aldeia", discursa Kunumi. "Muitas pessoas nos criticam sem saber o que estamos passando ou como são nossas tradições."

Protesto na copa

 


Em uma festa da Copa 2014, Kunumi surpreendeu com uma faixa pedindo demarcação de terras

Reprodução/YouTube
Não é de hoje que o jovem luta pela causa indígena. Ele foi convidado para um evento sobre a Copa do Mundo de 2014, antes do jogo entre Brasil e Croácia, realizado em São Paulo, na Arena Corinthians. No dia, o então garoto de 13 anos entrou em campo com uma faixa escondida dentro do calção. A frase da bandeira, que foi planejada pelos líderes da aldeia, alertava: "Demarcação Já!".
"A TV brasileira tentou encobrir parte das imagens, mas isso foi parar na internet e os estrangeiros quiseram saber mais sobre o assunto.

Jornalistas de fora do país vieram na aldeia para entrevistar os adultos, pois eu mesmo ainda era muito novo e sabia pouco sobre o assunto", relembra. "Valeu a pena."
"Conheci indígenas que tiveram os corpos feridos e até mãos amputadas por fazendeiros"
Nesse meio tempo, Werá se transformou em Kunumi — uma derivação de "curumim" (criança, em Tupi-Guarani). Em uma das visitas de gringos à aldeia, o talento do cantor chamou a atenção do britânico Cris Longham, da Need Must Films, que produziu seu álbum de estreia, em 2017.

O trabalho independente, My Blood is Red (meu sangue é vermelho), está disponível nas plataformas digitais e traz músicas cantadas em português e guarani. Já o título em inglês, segundo ele, faz parte da estratégia criada pelo produtor para chamar a atenção mundial. Apoiado por amigos e incentivadores, Kunumi também gravou clipes que fazem sucesso no YouTube. 

Kunumi faz música e escreve livros

Edu Garcia/R7
Porém, apesar da boa intenção, Kunumi confessa que a ideia de virar rapper não foi tão bem aceita pela ala mais radical dos indígenas.
"Muitos deles não gostaram quando me viram cantando porque achavam que era uma perda da cultura", diz. "Só que eles têm que entender que estou usando isso para passar uma mensagem para os 'brancos'. Isso dá visibilidade mundial para pedirmos ajuda com nossos problemas."

Luta contra o homem branco

 


Kunumi se mantém entre a tradição e a modernidade

Edu Garcia/R7
Fazendo música e acompanhando o pai em palestras, ele visitou outras aldeias brasileiras, onde viu cenas espantosas que o deixaram transtornado. "No Maranhão, eu conheci indígenas que tiveram os corpos feridos e até mãos amputadas por fazendeiros."
Experiências terríveis como essa só deixam Kunumi mais empenhado em desafiar o coronelismo ainda vigente de certas regiões do país.
"Lutamos desde 1500 pelos nossos direitos. Precisamos da lei a nosso favor e da demarcação urgente de terras para viver em paz na natureza. E não queremos criar fazendas por puro lucro.

A ideia do indígena é preservar o verde e seguir nossas tradições", diz. "Mas, de geração em geração, encaramos uma guerra diária contra o preconceito, debatendo com empresários ruralistas que só pensam em lucrar tomando nossas áreas. Como MC e escritor, vou seguir em frente levando a mensagem."

Parceria com Criolo



Kunumi empolga seus fãs ao vivo

Arquivo pessoal/Kunumi MC
Aos poucos, a música de protesto do jovem vai chegando aos ouvidos de artistas famosos. Criolo fez um dueto com ele em Terra, Ar, Mar (ouça abaixo). "Quando ele me conheceu pessoalmente, ficou surpreso por existir um indígena rapper em São Paulo. Foi emocionante gravar com ele", diz Kunumi.
Em um clipe que mostra o encontro dos dois, Criolo aparece emocionado fazendo elogios ao cantor. "Ele vem de uma pureza do Brasil... representa o original da terra, antes de alguém ter dado o nome de Brasil", diz Criolo.
Kunumi é o primeiro artista indígena solo de rap — antes dele já existia o grupo Brô MC's. A banda do Mato Grosso é uma das grandes inspirações do artista, assim como Sabotage, MC Guimê e Racionais MC's, que ele ouve pelo celular e via internet na aldeia.
"A ideia do indígena é preservar o verde e seguir nossas tradições"
Do outro lado, o pai Olívio dá conselhos importantes sobre fama para o filho, dizendo que é importante manter o pé no chão. Essa é uma das razões dos shows do cantor serem esporádicos.
"Eu mesmo, como escritor e palestrante, não faço questão de buscar tanta fama e, assim, ficar preso em um sistema viajando a todo momento, ficando longe da família. Então, passo esse exemplo para ele", diz Olívio. "Mesmo com sucesso, dá para viver com o mínimo de dinheiro e ainda manter nossas tradições."
Este ano, Kunumi promete surpreender com um novo disco. Todo dia era dia de Índio será disponibilizado nas plataformas digitais em 19 de abril. O título do trabalho é uma referência à composição crítica que ficou famosa na voz de Baby do Brasil. "Eu quero que ela participe da música, mas ainda estamos esperando uma resposta."
"Devemos nos informar para não sermos passados para trás. Chega de injustiça"
E, além da carreira musical e literária, Kunumi ainda quer ir mais longe.
"Além de cantar e escrever histórias, eu tenho vontade de conhecer mais sobre o universo, os planetas. Quero me formar em astronomia", diz.

"E existe a astrologia indígena, que é muito bacana. Também é bom lembrar que nossas cotas escolares são importantes, mas não sei se o governo atual está interessado nisso", discursa, deixando claro que as demandas indígenas — e as demandas de Kumuni — são diversas.
"Devemos nos informar até mesmo para não sermos passados para trás", conclui. "Chega de injustiça."


Fonte: Portal r7

segunda-feira, 19 de março de 2018

Estado da arte ou Estado de conhecimento



19/03/2018              14:00




ARTIGO


Por; Sander Barbosa Pereira


A imposição do modo de vida dos colonizadores aos povos que aqui habitavam a pindorama maravilhosa ou terra de Vera cruz entre outras denominações que finalizou como Brasil.

Muito se pensou sobre a educação escolar para os povos indígenas na época do império desde a sua catequização a partir do ano de 1500 com a chegada dos primeiros jesuítas que vieram acompanhado de Manoel da Nobrega e frei Coimbra. Por fim muitos modelos e formas de ensino foram experimentados durante o tempo da colonização, passando pelo Império e chegando a república e aos nossos tempos atuais.

Dentro deste levantamento do estado da arte e estado do conhecimento, estaremos posicionando um direcionamento especifico sobre a educação escolar indígena em Campo Grande, nossa capital de Mato grosso do Sul,  uma das primeiras referências bibliográficas que chama bastante a atenção foi do livro institucional do município, com o título denominado Plano Municipal de Educação. 

Um plano a época chamado de plano decenal – 2007/2016.
Este livro será um grande aliado neste trabalho de conclusão do curso pois dará um grande embasamento para respostas, que terão perguntas e questionamentos que possivelmente serão levantadas em referência ao título que já está pré-definido como: Educação Escolar Indígena em Campo Grande, avançar por via Institucional ou Política?

A LDB lei 9394/96, dentro das leituras feitas sobre o tema da educação escolar indígena, que neste momento tornou se um grande salto para avançar o sistema educacional do nosso pais, chama a atenção por ser uma lei bastante avançada e que em muitos estados da união ainda não se efetivou de fato em comunidades em contexto urbano.

Assim, após uma tentativa desafiadora de escrever e refletir sobre as práticas pedagógicas que circulam nas escolas com alunos indígenas, pensamos que é o momento de encerrar a escrita. Uma escrita que precisa percorrer muitos caminhos investigativos para uma boa produção, uma escrita que apesar de mostrar uma linguagem já atravessada e ressignificada com as leituras do campo teórico, “precisa virar do avesso muitas de [nossas] convicções” (BUJES, 2007, p.37).[1]

O artigo dos professores Antônio Hilário Aguilera Urquiza e Carlos Magno Naglis Vieira com o tema EDUCAÇÃO ESCOLAR E OS ÍNDIOS URBANOS DE CAMPO GRANDE/MS: considerações preliminares sobre as práticas de ensino nas escolas, após uma leitura aprofundada com o tema acima, mostra uma dura realidade enfrentada hoje por grande parte dos estudantes indígenas que hoje residem em Campo Grande, mostra com gráficos tanto de fontes da SEMED e IBGE,  a população dentro da questão do Censo e os alunos matriculado em escolas não indígenas voltadas para a sociedade  em geral.

Este artigo é de fato muito rico de informações e com certeza dará a fundamentação para a elaboração do artigo que busca de certa forma apontar alguns caminhos ou quiçá respostas para os devidos questionamentos e preocupações sobre a realidade dos indígenas frente a educação escolar em contexto urbano.

- Um processo dinâmico e permanente de relação, comunicação e aprendizagem entre culturas em condições de respeito, legitimidade mútua, simetria e igualdade. - Um intercâmbio que se constrói entre pessoas, conhecimentos, saberes e práticas culturalmente diferentes, buscando desenvolver um novo sentido entre elas na sua diferença. - Um espaço de negociação e de tradução onde as desigualdades sociais, econômicas e políticas, e as relações e os conflitos de poder da sociedade não são mantidos ocultos e sim reconhecidos e confrontados (CANDAU e OLIVEIRA, 2010, p.14).[2]

O artigo ainda nos mostra uma pesquisa aprofundada sobre o tema da educação escolar indígena em nossa capital, somos sabedores de que o tema é pouco explorado e as informações ficam bastante reduzidas e limitadas e mesmo assim o autor entrou num mundo desconhecido e nos brindou com informações espetaculares sobre essas condições vivenciadas por povos que aqui habitam em plena capital do Estado de Mato Grosso do Sul, 2º estado da federação em população indígena em nosso Brasil.

Então vejo com grande alegria de que o desafio é grande e os problemas pelo qual estão se acumulando em nossa capital nesta área da educação escolar indígena nos provoca e também desafia a encontrar caminhos assim como respostas e soluções que necessitam de urgências para manter as tradições e culturas milenares que tem a pretensão de serem reconhecidas de forma verdadeira no respeito as diferenças.


Nota de rodapé


[1] Em (BUJES, 2007) reforçamos a idéia de que além das reflexões e preciso romper as barreiras do sistema institucional para mostrar a realidade das comunidades indígenas em contexto urbano da capital.
[2] Esta referência (CANDAU E OLIVEIRA, 2010, p.141) nos mostra alguns caminhos a serem seguidos, entre eles, pelo caminho institucional ou político, então a decisão está em nossas mãos.


Sander Barbosa Pereira – Licenciado e Bacharel em Letras – UNIDERP
Pós - graduado em Antropologia e História dos Povos Indígenas - UFMS



Referências


AGUILERA URQUIZA, Antonio Hilário,  NASCIMENTO, Adir Casaro, Educação Escolar Indígena ( Marco Conceitual e Gestão ), Ufms: Maio 2016: Campo Grande – MS.
Constituição Federal, artigos  231, 210
Lei de Diretrizes e Bases da educação, 9394/96
Plano Municipal de Educação, 2007 – 2016
AGUILERA URQUIZA, Antonio Hilário, EDUCAÇÃO ESCOLAR E OS ÍNDIOS URBANOS DE CAMPO GRANDE/MS: considerações preliminares sobre as práticas de ensino nas escolas